Ainda me lembro de algumas aulas de economia, no tempo da faculdade e do MBA. 

Quando os professores trouxeram as teorias da economia, mostrando o quanto o ciclo econômico tem relação com as emoções, a princípio duvidei.

Sempre acreditei que matemática financeira e economia, seguiam apenas os números e planilhas.

Até que fui aprendendo com o tempo, que as emoções interferem nas ações das pessoas em todos os sentidos, inclusive na economia.

Em resumo, se estamos confiantes, nos tornamos mais entusiasmados, eufóricos e por vezes imediatistas, começamos a investir, consumir e a movimentar a economia.

No entanto, se ao contrário, nos encontramos desesperançosos, receosos e medrosos, recuamos e deixamos de comprar e investir no futuro, afinal, ficamos com medo de apostar no incerto.

Agora entendo a razão de todas as aulas de psicologia, sociologia e filosofia, na graduação.

Isso tudo interfere no empreendedorismo.

Vivemos em um país instável, inconstante e cheio de desafios, isso faz com que as pessoas não mantenham um padrão de consumo. Com essa falta de estabilidade e constantes mudanças de comportamento, elas podem ou não comprar o que vendemos.

Por isso defendo, que para precificar produtos e serviços, não podemos olhar apenas para os números, pois o comportamento do consumidor, irá interferir mais na precificação e no faturamento mensal, do que qualquer número possa nos mostrar.

Em 2014, quando comecei a prestar as primeiras consultorias em empresas de médio porte, fazia análise de dados dos anos anteriores, para identificar o padrão de consumo das pessoas, com essa base, desenhava junto aos diretores dos negócios, uma projeção de pelo menos 24 meses. Porém, naquele tempo, ainda era possível fazer uma análise a médio e longo prazo.

Atualmente, com a mudança de padrão de consumo das pessoas, é praticamente impossível fazer tais projeções.

Não é somente pelo medo e instabilidade que as coisas mudaram, mas também pela grande oferta de novidades, que geram certa euforia no mercado, diminui a fidelidade dos clientes e faz com que eles busquem cada vez mais a última novidade.

Olha aí de novo as emoções alterando as vendas e consequentemente à economia.

É claro que não conseguiremos abraçar o mundo e nos mantermos atualizados para competir neste mercado acirrado, por isso, teimo em bater na tecla, que devemos cada vez mais, focarmos no desenvolvimento da nossa empatia, para podermos sentir o que o cliente quer, ouvir suas necessidades e oferecer produtos e serviços que realmente sejam significativos para eles.

Leio várias pesquisas, que apontam o quanto as pessoas, estão em busca de soluções para os seus problemas e não apenas comprar por comprar, isso por si só, mostra mais uma vez, que as coisas não serão mais como eram antigamente.

Há uma lei que rege a economia, a lei de oferta e demanda (procura), ou seja, quanto maior é a oferta de um produto, menor será seu preço de venda, por ele ser facilmente encontrado e muitas vezes se tornar um commoditie. O contrário também vale, quanto maior a demanda, ou seja, a procura por um produto e menor a sua oferta, maior será seu preço de venda.

Mais uma vez, o comportamento do mercado (das pessoas) rege o preço de venda deles.

Trouxe essa micro aula de economia, que não é minha expertise, apenas para te perguntar:

  • Seu produto é comum ou diferenciado?
  • Ele é facilmente copiado?
  • Existem vários deles, no mercado?
  • Qual o tamanho da sua concorrência?
  • Como estão as emoções dos seus clientes?
  • Você percebeu alguma mudança no comportamento deles em relação ao envolvimento com seu negócio?

Juro que tento não incluir perguntas em todos os textos que escrevo aqui, porém, essa é a maneira que encontro, de despertar em você, gatilhos de reflexão, para conseguir olhar o mercado que atua de uma maneira mais consciente e presente.

Com as respostas em mãos, perceba que você deve ser flexível em relação aos seus produtos e serviços, para poder se adequar as emoções e comportamento das pessoas.

Respondendo à pergunta que deu origem a este texto, as emoções interferem na economia, porque sempre se trata de pessoas e não de números. Lidamos o tempo todo com gente e gente sente medo, coragem, alegria, tristeza, euforia e abatimento. Portanto, suas emoções, ditarão a maioria das regras do mercado.

Agora, vou ali estudar mais sobre pessoas e comportamentos, e conforme for descobrindo mais sobre o assunto, volto aqui para divagar com você empreendedor.

Publicado por Elisangela Baptista

Ama viagens, lama, trilhas e outras aventuras. Consultora e mentora estratégica em negócios. Aspirante à Escritora. Educadora em Empreendedorismo. Palestrante. Atua na área desde 2004.

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