O que é esse tal Capital de Giro?

Imagine que você queira oficializar o seu hobby e transformá-lo em um negócio de verdade, busca ajuda para entender o que é preciso para montá-lo, pensa na marca, na identidade visual, quais produtos serão feitos, compra matéria-prima nos fornecedores para ter produtos que possam ser vendidos, porém não tem muita grana sobrando e investe tudo nessa primeira etapa.

No dia do lançamento do negócio, chama amigos, familiares e possíveis clientes para conhecer a sua ideia, mas se esquece que, para começar a vender e a ter dinheiro para o dia a dia, pode demorar um bocado de tempo e começa a se frustrar.

Então, as primeiras contas começam a aparecer: o aluguel, água, luz, telefone, impostos, fora as parcelas dos fornecedores, mas o caixa está praticamente vazio, a não ser pelas poucas vendas que ocorreram para a família no dia do tal lançamento, e aí? O que fazer?

Você pode pedir empréstimos, entrar no cheque especial, escolher não pagar uma das contas, mas a bola de neve vai se formando.

O que faltou neste caso, para deixar o caixa mais saudável e conseguir liquidar essas contas que cairão todos os meses, é estipular o capital de giro necessário para manter o negócio em andamento, enquanto as vendas não acontecem.

Parece angustiante essa estória que contei aqui, não é? Mas ela acontece em mais negócios do que eu gostaria, aliás é uma das principais causas citadas para os negócios fecharem no Brasil nos primeiros dois anos de vida.

Se você está começando o seu negócio agora, o conselho que te dou é ter estipulado quanto dinheiro será necessário ter em caixa, até que as vendas possam tornar este negócio sustentável. Para chegar neste número, faça a previsão dos seus custos fixos e variáveis mês a mês, entenda qual é o seu ponto de equilíbrio, ou seja, qual o valor que deverá ser vendido mensalmente para se tornar viável e não ficar no vermelho, com este número em mãos, você saberá qual o valor deverá ter girando aí.

Pegue uma planilha ou aplicativo e anote qual o valor deverá ser pago com água, luz, aluguel, internet, estacionamento, seguro, fornecedores, taxa de máquina de cartão, mensalidade bancária, funcionário ou freelancer, escritório de contabilidade, impostos entre outros custos que estão atrelados ao seu negócio; assim, ficará mais fácil visualizar qual é este montante.

Publicado por Elisangela Baptista

MBA em Gestão Empresarial pela FGV • Graduada em Administração • Técnica em Atendimento Varejo. Trabalha há 15 anos na área Administrativa, nos últimos 5 anos focada em consultoria estratégia em negócios, atua no desenvolvimento de pequenos e médios empreendedores. Já passou por mais de 90 empresas de Campinas e região. Gosta dos pés no chão, empreender de maneira consciente, respeitando a pessoa que existe atrás de cada negócio.

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