Há vários anos, empreendedores ficam focados no aumento do faturamento dos seus negócios para poderem ter lucratividade.

No entanto, esquecem que com o aumento das vendas, haverá o aumento dos custos. Não que isso seja errado, longe disso, é um processo natural e não podemos negá-lo. Um negócio sem vendas não existe.

Porém, o que realmente me incomoda, é vê-los correndo contra o tempo para venderem sempre mais, por acreditarem ser a única alternativa, aumentando os custos demasiadamente e por vezes, perdem o controle deste aumento.

Sempre acreditei que antes de dar o próximo passo, é preciso estruturar os custos. Defendo piamente, que o lucro de um negócio estão sim, nas vendas, mas também na redução de despesas, diria mais, no repensar das despesas.

Veja bem, quando falo em reduzir custos, jamais é para piorar a experiência do cliente com os produtos ou serviços que estão acostumados, por isso digo: reduzir sim, mas com estratégia.

É possível fazer essa diminuição, sem afetarmos a imagem que o cliente tem do negócio, mantendo a qualidade dos produtos, para isso, usamos a criatividade.

Para quem precisa de matéria-prima, o ideal é que haja um cronograma de compras e que elas sejam esporádicas, para que o volume seja maior por vez, proporcionando descontos maiores, em datas pré-programadas.

O tempo que precisávamos ter um alto volume de produtos no estoque, passou há anos, hoje, quanto mais pudermos transferir este estoque para o fornecedor, menor serão os riscos de ficarmos com este produto parado. Produto parado, é sempre dinheiro parado.

Olhe também para os materiais de consumo do seu negócio, o que é possível reduzir sem comprometer o funcionamento dele? Pode haver uma negociação com os prestadores de serviços? Você tem seu controle financeiro em dia, para saber cada centavo que sai? (É comum, ver nas consultorias que o cliente mantém o contrato de serviços de telefonia, por exemplo, sem nunca terem utilizado, assim como outros serviços).

Mas, vou te dizer o que verdadeiramente me inspirou a escrever este texto. 

Atualmente, em maio de 2021, estamos passando por uma crise sanitária de grandes proporções, o que afetou drasticamente a economia. Venho observando, deste então, as ações dos empreendedores diante da situação, e tenho receio do que estão construindo ou desconstruindo.

Muitos deles, estão fazendo cortes significativos, porém, comprometendo a experiência do cliente, o que faz com que o cliente, se afaste do negócio.

Esta linha do que pode ser realmente reduzido ou não, é uma linha tênue e precisa ser muito bem pensada.

Por exemplo, se você é reconhecida no mercado por fazer bolos, brownies e brigadeiros, com o melhor chocolate, e decide, trocar este chocolate por um de menor valor e qualidade duvidosa, afetará a imagem que o cliente tem do seu negócio e ele poderá buscar outra pessoa que entregue um produto de tal qualidade. 

E se, ao invés de reduzir o custo com o chocolate que é o ingrediente de maior impacto, você olhasse para outros ingredientes menos significativos? 

Outra alternativa para este caso, seria repensar as embalagens dos produtos, assim como o processo de produção dele (reaproveitar forno já aquecido para vários outros produtos? Otimizar o tempo para reduzir custos com horas trabalhadas? É possível ter uma embalagem mais econômica, mas de bom aspecto e que seja útil?). Também pode-se reduzir taxas de cartões, renegociando com as operadoras, pois há uma variação enorme entre uma operadora e outra. Que tal, trocar bancos tradicionais por bancos virtuais? Atualmente, existem diversas opções de bancos que são seguros no mercado.

Sendo agora radical, vou te fazer uma pergunta: Será que realmente você precisa manter todos os produtos e serviços que tem hoje?

Quanto mais produtos tivermos em nosso portfólio, pior será o processo de compras, elas serão feitas aleatoriamente, assim como aumenta o processo de produção e consequentemente aumenta o custo interno.

Repensar o portfólio de produtos, é outra maneira de fazer reduções de custos que gere resultados para o negócio, sem causar grande alvoroço no mercado.

Faça uma lista dos produtos que você tem hoje, quantos são vendidos no mês? Quais geram maior lucratividade? Quais os clientes não abrem mão?

O que ficar no final dessa lista, você poderá pausá-los ou tirá-los definitivamente do seu negócio.

Enquanto isso, você poderá criar produtos que não elevem os custos e garantam seu retorno.

Em serviços, apesar de apresentarem na formação de custos (desconsiderando os impostos é claro) números mais baixos, as reduções também acontecem, principalmente, na contratação de sistemas e outros prestadores de serviços.

Então, diante desta reflexão, o que tenho para te dizer, é que antes de fazer qualquer redução, pense criativamente e estrategicamente, para que seu negócio não gere um impacto negativo com essa tomada de decisão.

Publicado por Elisangela Baptista

Ama viagens, lama, trilhas e outras aventuras. Consultora e mentora estratégica em negócios. Aspirante à Escritora. Educadora em Empreendedorismo. Palestrante. Atua na área desde 2004.

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2 comentários

  1. Muito bom a forma fácil de expor as ideias e opções de redução de custo.
    Com certeza esse é o caminho

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