Repensar no modelo de negócios em tempos de COVID-19

Estamos vivendo um cenário de grandes incertezas em relação à saúde física e econômica em todo o planeta.

Muitos negócios estão de portas fechadas, com funcionários fazendo home office, empreendedoresapostando em delivery e outras formas de entregar seus produtos para os clientes.

A previsão para que a situação seja normalizada não é uma das mais otimistas.

Chegou então o momento de repensar o modelo de cada negócio, para que se consiga manter o faturamento perante às incertezas, pois os boletos continuarão batendo à nossa porta. Listei aqui algumas das possibilidades para que o seu empreendimento mantenha-se ativo e quem sabe até seja uma redescoberta de uma nova maneira de trabalhar:

  1. Na China, um dos negócios que melhor foi reestruturado foram as instituições de ensino, lá a educação que já estava sendo fortalecida nos últimos tempos, na quarentena, fortaleceu ainda mais os estudos virtuais. As escolas permaneceram ativas e todos os alunos de 5 até a idade adulta têm aulas pela internet. Verifique aí no seu negócio como ele poderia ser virtualizado também, exemplo: se você é consultor, que tal criar cursos virtuais, vídeos no Youtube, Live no Instagram e criar e-books? Se você é uma manicure, imagina criar um tutorial com o “faça você mesmo” e enviar para o whatsapp das suas clientes, oferendo um kit para ser entregue em suas casas?
  2. Se você trabalha com bar ou restaurante, apesar de estar entre os serviços essenciais, é preciso se enquadrar em diversas regras para continuar comercializando seus produtos. Uma boa alternativa é apostar no delivery dos produtos, sempre treinando os funcionários para garantir a segurança dos clientes, é claro. Divulgue nas redes sociais, e-mail e até por whatsapp que está trabalhando em um modelo diferente, outra coisa que pode ser feita é entrar em contato com empresas de entregas como Uber Eats, Ifood e Rappi, para verificar a política de comercialização atual, várias dessas empresas estão oferecendo taxas reduzidas, adiantamento do pagamento e maior divulgação dos produtos dos seus clientes;
  3. Agora, se trabalha com vendas de produtos, como crochê, macramê, pintura, madeira entre outros, que tal criar um produto simples, montar um kit com material e receita, para oferecer para as pessoas? Muita gente, está ociosa e ansiosa em casa, precisando ocupar a cabeça com algo que seja prazeroso e que dê um sentimento de utilidade, principalmente às pessoas da terceira idade, aposto que um filho ou filha, gostaria de comprar um kit deste tipo e presentear a mãe, tia ou avó, com algo que as ocupe a mente;
  4. Pensando em fotógrafos, designers e outros autônomos criativos, imagino que não seria difícil, criar vídeos curtos ensinando como fazer uma boa foto, como criar e editar uma imagem para postar nas redes sociais. Afinal, como estamos com um alto índice de procura de conteúdo on line, se destacarão aqueles que tiverem o feed do Instagram com maior qualidade;
  5. Para os profissionais de saúde, o atendimento on line tem feito grande diferença, porém muitas pessoas ainda têm ressalva em relação a este trabalho. Ponderam se é realmente efetivo e se gera bons resultados, envie vídeos explicativos para os seus pacientes, crie materiais complementares, como e-books com dicas de como lidar com esta situação, se for nutricionista fale da importância da boa alimentação, psicólogos podem falar sobre como manter a saúde mental, fisioterapeutas podem fazer tutoriais de exercícios que as pessoas possam fazer em casa;
  6. E os varejistas, o que podem fazer afinal? Para estes, vimos que houve aumento expressivo das vendas virtuais. Acredite! Tentei fazer compra em quatro supermercados diferentes na última semana e eles não tinham data prevista de entrega, graças à grande procura por seus produtos, isso também aconteceu com outras compras que fiz virtualmente, de produtos que não eram de necessidade básica. Se você estava resistente a deixar o bom e velho negócio físico, é hora de repensar, pois antes mesmo de sermos afetados pelo COVID-19, já estava havendo uma grande migração dos clientes de loja física para as lojas virtuais. Em um estudo feito pelo Google em dezembro de 2019, foi apontado que, no Brasil, 56% das pessoas com acesso à internet gastam mais tempo comprando virtualmente, do que em lojas físicas.

Todas as dicas apresentadas neste texto foram baseadas no aumento das vendas virtuais para manter o faturamento dos negócios e agregar serviços aos produtos já existentes. Agora, mais que nunca, o consumidor ficará mais atento à proposta valor entregue, então esteja atento em como irá ofertar os produtos e serviços virtualmente, seja verdadeiro e transparente com o seu público, ofereça soluções que estejam além dos produtos em si, entenda suas dores e ofereça os analgésicos necessários.

Publicado por Elisangela Baptista

MBA em Gestão Empresarial pela FGV • Graduada em Administração • Técnica em Atendimento Varejo. Trabalha há 15 anos na área Administrativa, nos últimos 5 anos focada em consultoria estratégia em negócios, atua no desenvolvimento de pequenos e médios empreendedores. Já passou por mais de 90 empresas de Campinas e região. Gosta dos pés no chão, empreender de maneira consciente, respeitando a pessoa que existe atrás de cada negócio.

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