A onda do consumo consciente

Não é de agora que começamos a consumir de maneira mais consciente; há diversos motivos para que esse movimento ganhe cada vez mais força, é um caminho que não tem mais volta, seja pelo impacto ambiental, pela escassez de recursos financeiros ou pela mudança de comportamento do consumidor: a verdade é que as pessoas já não consomem como antigamente.

Mas o que isso pode gerar impacto no nosso negócio?

Bom, a verdade é que o modelo do capitalismo desenfreado faz com que o dinheiro gire na economia, mas este comportamento não poderia ser mantido por muito tempo, pois ele gera impactos desastrosos para todo o mundo, aumentando cada vez mais a desigualdade social. Não estou aqui para criar polêmica: precisamos, sim, que as pessoas consumam nosso produto ou serviço; afinal, todos os meses temos contas para serem pagas, mas essas vendas deverão ocorrer de maneira genuína e consciente.

Se temos como DNA da nossa marca a produção lenta, a consciência na busca por matéria-prima sustentável, a redução ou exclusão do plástico nas embalagens, não poderíamos estimular a compra desenfreada, já que este tipo de compra gera descartes desnecessários, arrependimentos e aumento de produtos parados.

Porém, uma coisa parece contradizer a outra, a dúvida é como manter o seu negócio rentável e, mesmo assim, não estimular as vendas, pois todos queríamos que o nosso negócio “bombasse”.

Aqui, te falo da importância de ter um planejamento estratégico adequado, para entender claramente qual é o seu modelo de negócio, pois não podemos entrar em contradição: se falamos de venda de produto slow, não podemos fazer uma promoção a cada semana, ou encher o nosso cliente de mensagens via whatsapp ou e-mail, forçando-os a fazer a compra de um produto de que ele não precisava.

No seu modelo de negócio, deve estar claro, como será possível obter lucro e não estimular as vendas desenfreadas. A sua estratégia principal poderá ser mostrar para o seu cliente, para a sua persona, que a sua prática de consumo consciente é real.

Para isso, entenda perfeitamente quem é o seu público, saiba o que ele valoriza e entregue essa proposta de valor. Marcas genuínas e transparentes têm conquistado cada vez mais, um número maior de clientes, não sendo necessário que ele faça várias compras ao longo de um mês, mas que ele fale da sua marca e do seu conceito para outras pessoas, e aí essas outras pessoas podem se tornar clientes cativos.

O mais importante dessa reflexão, é entender perfeitamente o mercado que está inserido, quais são as necessidades dos seus clientes e o que ele realmente valoriza.

O seu produto, seu preço e principalmente suas ações deverão dizer para o seu cliente que você acredita nas mesmas iniciativas que ele.

Publicado por Elisangela Baptista

MBA em Gestão Empresarial pela FGV • Graduada em Administração • Técnica em Atendimento Varejo. Trabalha há 15 anos na área Administrativa, nos últimos 5 anos focada em consultoria estratégia em negócios, atua no desenvolvimento de pequenos e médios empreendedores. Já passou por mais de 90 empresas de Campinas e região. Gosta dos pés no chão, empreender de maneira consciente, respeitando a pessoa que existe atrás de cada negócio.

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