Valorização do Produto Artesanal

Para as resoluções do ano que começou, inclua na sua lista a valorização do seu produto e tudo o que faz.

Não venha me dizer que levou pouco tempo para fazer o seu produto ou que ele foi fácil demais, portanto não pode cobrar o preço que realmente vale, pois você domina esta técnica. Você precisa lembrar que eu e outras várias pessoas como eu não dominamos.

Quantas horas você estudou a técnica que faz? Quantas vezes você fez, desfez e fez tudo de novo, até acertar a peça para ficar com o design que você almejava? Ou, ainda, quanto investiu em cursos, seja em tempo ou dinheiro?

A palavra artesanato se tornou banal, desvalorizada e com aspecto de “todo mundo faz”, mas a verdade é que artesanato é uma arte que exige técnica, criatividade e dedicação e que merece toda a sua valorização.

No momento de precificar o produto, é preciso, sim, entender toda a questão financeira, saber o valor mínimo que o produto deve ser vendido para que se obtenha lucro, é necessário também que haja um estudo de mercado. Mas, um fato que ainda é ignorado é o de haver a necessidade de o “artesão” olhar para si e enxergar valor nele e no que faz, um produto é como se fosse um filho, é uma extensão de quem cria, por isso às vezes se torna algo difícil de calcular, não bastam as planilhas financeiras apontarem que o produto vale cem reais, se, para o artesão, valer cinquenta, pois ele não conseguirá vender este produto com segurança.

Seu produto terá uma valorização maior se:

  • oferecer exclusividade e autenticidade, ou seja, se apenas você oferece aquele produto e que não há repetição de modelo ou forma;
  • seu produto for escasso, feito em pequena escala e que se encontra disponível em poucos pontos de venda;
  • utilizar matéria-prima de alta qualidade;
  • tiver embalagem diferenciada, que fale com a identidade visual e carregue os valores do seu negócio em cada detalhe;
  • participar de bazares e feiras que valorizem o produto autoral;
  • estiver presente em pontos de vendas em regiões que “casam” com o seu produto.

Entenda que, sempre que um produto for visto como comum, ou de cópia fácil, ele não será tão valorizado pelo mercado, pois torna-se um “feijão com arroz” do artesanato e, convenhamos, feijão com arroz o cliente consegue encontrar em qualquer supermercado e quem dita o preço de venda é o cliente final.

Publicado por Elisangela Baptista

MBA em Gestão Empresarial pela FGV • Graduada em Administração • Técnica em Atendimento Varejo. Trabalha há 15 anos na área Administrativa, nos últimos 5 anos focada em consultoria estratégia em negócios, atua no desenvolvimento de pequenos e médios empreendedores. Já passou por mais de 90 empresas de Campinas e região. Gosta dos pés no chão, empreender de maneira consciente, respeitando a pessoa que existe atrás de cada negócio.

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