Tudo junto e misturado: finanças pessoais x finanças dos negócios

Se você parou para ler este texto, é porque, no mínimo, ficou curioso pelo tema ou passa pelo problema da maioria dos empreendedores de não separar as finanças pessoais das finanças dos negócios.

Por mais que você esteja aí se culpando, calma, isso não acontece só com você. Difícil é encontrar alguma empresa que não enfrente o mesmo problema.

Quando uma pessoa trabalha para outra empresa e é assalariada, ou seja, todos os meses, em determinados dias, há o recebimento de salário ou adiantamento fica mais fácil de fazer a gestão do dinheiro.

Porém, quando o negócio não tem um pró-labore definido entre os sócios, e não há data específica para o pagamento, o empreendedor acaba misturando tudo. Leva as contas do trabalho para casa, paga tudo com o mesmo dinheiro e depois fica difícil saber o quanto realmente ganha mês a mês. Pior ainda: muitas vezes não dá nem pra dizer com certeza se o negócio é lucrativo ou não.

Mas, calma, eu não estou aqui pra falar só de problemas… Hoje em dia está cada vez mais fácil fazer essa gestão. Temos disponíveis no mercado várias ferramentas gratuitas (ou quase) que facilitam os controles, bancos digitais, que, por não terem agências físicas, têm o pacote de serviços reduzido ou às vezes totalmente sem custo para facilitar as separações de informações.

Uma dica que dou a você é marcar uma data para ser o marco zero, o divisor de águas rsrsrs e começar a separar tudo o que for da vida pessoal e do trabalho, para que você consiga compreender qual é a sua realidade financeira atual.

O que tem sido cada vez mais comum são empreendedores me procurando, dizendo que seus negócios não são rentáveis e, quando começamos a analisar suas planilhas, percebo que o salário do empreendedor é que está totalmente fora do que a empresa suporta naquele momento. Ou seja, por não terem tais informações na ponta do lápis, acabam vivendo uma vida descontrolada dentro e fora dos seus empreendimentos, a maioria deles acaba retirando um valor exorbitante dia a dia, causando um desfalque financeiro e, no final, acabam achando que não é viável manter o negócio. O ideal é definir o pró-labore mensal para os sócios, baseado na realidade financeira da empresa e, em paralelo, manter o controle financeiro em casa.

Então, vamos lá! Respire fundo e comece a sair desse liquidificador de informações pouco a pouco, amanhã parece ser um bom dia para começar, o que acha?

Publicado por Elisangela Baptista

MBA em Gestão Empresarial pela FGV • Graduada em Administração • Técnica em Atendimento Varejo. Trabalha há 15 anos na área Administrativa, nos últimos 5 anos focada em consultoria estratégia em negócios, atua no desenvolvimento de pequenos e médios empreendedores. Já passou por mais de 90 empresas de Campinas e região. Gosta dos pés no chão, empreender de maneira consciente, respeitando a pessoa que existe atrás de cada negócio.

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